Apana
Apāna · अपान
O vento do desapego. Situado abaixo do umbigo e movendo-se para baixo e para fora, rege a exalação, a eliminação, a menstruação e o parto, ou seja, tudo o que o corpo realiza ao soltar.
- Sede
- Abaixo do umbigo, na pélvis
- Direção
- Para baixo e para fora
- Rege
- Exalação, eliminação, menstruação, parto
- Seus centros
- Raiz e sacral
- Seu oposto
- Prana
- Invertido por
- Mula bandha, a trava raiz
O que faz
Apana é o vento da subtração. A exalação, o intestino, a bexiga, o ciclo menstrual e o parto estão sob sua tutela, assim como, na extensão psicológica, o ato de desapegar e deixar ir.
É o contraponto direto de prana em todos os aspectos: direção contrária, metade oposta do tronco e metade complementar da respiração.
Contra a corrente
A manobra essencial do hatha yoga consiste em inverter apana. Mula bandha eleva o assoalho pélvico e impulsiona o vento descendente para cima; uddiyana bandha conduz prana para baixo até o ponto de encontro. Onde ambos se unem, na altura do umbigo, os textos descrevem a geração de calor e a abertura do canal central.
Por essa razão as travas são ensinadas em conjunto e com precaução. Inverter um vento que habitualmente corre num único sentido não é um ato neutro, e a tradição recomenda aprendê-lo com um instrutor experiente.
Excesso e deficiência
O excesso de apana manifesta-se como peso e arrasto para baixo: lentidão, desânimo e sensação de afundamento. A carência traduz-se em retenção em todos os planos, manifestando-se por constipação e dificuldade em concluir a exalação.
A conduta habitual inclui exalações prolongadas, posturas de cócoras e flexões para a frente.
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