Oito de Espadas

Tarot: Quinta-feira, 24 de setembro

Uma carta tirada de um dos três baralhos

Esta é uma leitura de arquivo, mantida tal como foi publicada.

Oito de Espadas

Tarô Rider–Waite–Smith
Oito de Espadas

A figura no Oito de Espadas surge amarrada e de olhos vendados, de pé entre oito espadas cravadas no solo, mas as amarras estão frouxas. A carta retrata uma clausura predominantemente psicológica: o medo é real, mas as paredes não existem. Hoje vais sentir-te encurralado por alguma situação, e esse sentimento terá razão quanto ao medo, mas estará enganado quanto à armadilha. Antes de qualquer outro gesto, testa as amarras. Mexe uma das mãos. Quase tudo o que te retém hoje é uma narrativa que andas a repetir desde a semana passada, e as espadas, quando olhas bem, têm intervalos amplos por onde podes passar a pé.

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Para o teu signo

A mesma leitura, interpretada para cada signo do zodíaco.

Carneiro

Vais lutar contra as cordas e acabar por apertá-las ainda mais. Para de te debater. Hoje procura a brecha em vez de bater na parede. O Oito de Espadas abre passagem a quem para de puxar.

Touro

Permaneceste tanto tempo entre as espadas que elas já parecem mobília da casa. Hoje repara que são lâminas afiadas e repara no espaço entre elas. Um cativeiro confortável continua a ser um cativeiro.

Gémeos

Convenceste-te a entrar na jaula com palavras e podes sair dela da mesma forma. Hoje para de narrar a história e move uma mão. As amarras estão frouxas e a conversa é o que as prende.

Caranguejo

As espadas são memórias e tu fizeste delas uma cerca. Hoje encara-as pelo que são: oito lâminas fincadas na terra, com espaço livre entre elas. Dá um passo e sai.

Leão

Sentes-te observado dentro da jaula, mas não há público nenhum. A venda foi posta por ti. Hoje retira-a primeiro e descobre que o descampado está deserto e as espadas são poucas.

Virgem

Mapeaste a jaula com minúcia e o mapa não assinala qualquer saída. O mapa está errado. Hoje testa uma amarra que julgavas inamovível. Essa convicção rígida era a verdadeira parede.

Balança

Não te moves por receio de que qualquer direção seja a errada. Ficar parado também é uma direção. Hoje escolhe uma brecha qualquer e deixa a indecisão para trás.

Escorpião

Sabes bem quem espetou as espadas e tens ficado a olhar fixamente para essa pessoa em vez de olhar para os vãos. Hoje foca-te nos vãos. O outro não é a cela; a tua obsessão é que a construiu.

Sagitário

Vais tentar fugir de olhos vendados e bater de frente contra uma espada. Tira a venda primeiro. Hoje a saída é evidente assim que enxergas, e fica numa direção diferente daquela para onde pensavas correr.

Capricórnio

Aceitaste a jaula como uma exigência inevitável da tua função. Ela não é condição de nada. Hoje desaperta uma corda e repara se alguém na estrutura nota a diferença. Ninguém dará por isso.

Aquário

Vais teorizar a jaula enquanto sistema social. Trata-se apenas de medo com adereços. Hoje a análise é a própria corda; mexe uma mão em vez de explicares porque não o podes fazer.

Peixes

Dissolves-te no cativeiro e chamas a isso destino. Hoje percebe que é apenas uma narrativa, e as narrativas terminam. Tateia a folga nas amarras. Ela existe e está ao teu alcance.

Para o teu animal chinês

A mesma leitura, interpretada para cada animal do zodíaco chinês.

Rato

Descobriste todas as aberturas entre as espadas e não usaste nenhuma, à espera de uma melhor. Hoje usa a brecha que tens à frente. A jaula não melhora com mais estudo.

Boi

Vais ficar de pé entre as espadas até alguém te vir desatar. Ninguém virá. Hoje mexe tu mesmo uma mão; a amarra cede facilmente, como sempre cedeu.

Tigre

Vais arremeter contra as espadas de olhos vendados. Retira a venda. Hoje o caminho para fora faz-se a caminhar e não a combater, e tens uma abertura direta diante de ti.

Coelho

As espadas marcam o limite onde paraste, e tu costumas parar demasiado cedo. Hoje o descampado é mais seguro do que a cerca. Retira a venda e repara no imenso espaço aberto.

Dragão

Estar atado fere o teu orgulho e esse ressentimento tem-te mantido ali plantado. Hoje liberta-te da ofensa. As cordas estão frouxas e nunca justificaram tanta indignação.

Serpente

Sabes que as amarras estão frouxas e ainda assim escolheste ficar. Hoje pergunta a ti mesmo qual o propósito dessa permanência. Se não houver resposta, o intervalo entre as lâminas é a tua saída.

Cavalo

Vais correr de olhos vendados e chocar contra o metal. Hoje tira a venda, dá um passo cauteloso e só depois corre. A ordem dos gestos importa muito mais do que a velocidade.

Cabra

Estás à espera que alguém te diga que é seguro avançar. Hoje diz isso a ti próprio. As cordas estão frouxas, as espadas têm espaço entre si e a autorização não virá de fora.

Macaco

Acharás a jaula fascinante e ficarás por lá a inspecioná-la. Hoje a curiosidade é a própria cela. Move uma das mãos, atravessa o intervalo e vai interessar-te por outro assunto.

Galo

Registaste cada espada e o seu ângulo exato. A lista está impecável e essa lista é o muro. Hoje pousa o papel e sente a folga das amarras, que estão soltas.

Cão

Ficaste no cercado porque alguém que amas também lá estava. Hoje confirma se essa pessoa ainda lá se encontra. Na maioria das vezes a jaula continha apenas um prisioneiro, e eras tu.

Porco

A jaula é desconfortável e tu tentaste torná-la acolhedora. Hoje deixa-a vazia. Desata o nó, dá um passo e redescobre que o descampado esteve sempre ali à espera.

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