Runas: Semana de segunda-feira, 21 de setembro

Uma runa de cada um dos quatro alfabetos

Esta é uma leitura de arquivo, mantida tal como foi publicada.

Algiz é a junça-dos-alces, e o poema anglo-saxónico é rigoroso a esse respeito: cresce no pântano, fere terrivelmente, queima com sangue qualquer guerreiro que lhe deite a mão. A runa é uma guarda que fere o que quer que tente alcançar-te. Esta semana estás protegido, e a proteção tem gume. Algo ou alguém que tente agarrar-te corta-se na tentativa, e não precisas de fazer nada para que isso aconteça a não ser ficares onde estás. A instrução é não ires à procura da mão. A junça não caça. Cresce no seu pântano, afiada, e deixa o pântano ser o aviso.

Ýr é o teixo no Futhark Recente, e os poemas nórdicos leem-no como um arco: a mais verde das árvores no inverno, e estala quando arde. Um arco é tensão acumulada: retesado, sustido, ainda não libertado. Esta semana tu estás retesado. Algo foi puxado para trás e é mantido em tensão máxima, e toda a perícia está em suster. Não o soltes antes do tempo para aliviar o esforço, e não o baixes porque o braço está cansado. O arco mantido com mais firmeza é aquele cuja flecha vai para onde foi apontada, e a largada é assunto de outra semana.

Eolhx é a junça-dos-alces em inglês, a planta do pântano que o poema diz ferir gravemente quem quer que a agarre. É uma defesa que não faz nada até que algo a tente alcançar, o que é o cerne da questão. Esta semana a tua proteção é passiva e completa. Não tens de a erguer, explicar ou demonstrar. Quem lhe deitar a mão sem ser convidado descobre o que a junça é, e quem não o fizer nunca saberá sequer que existia um limite. Guarda o pântano. Não andes à procura de mãos para cortar.

Tinne é um lingote, dizem os kennings: uma de três partes de uma arma, o tutano do carvão. É metal refinado, componente de algo que tem de funcionar, e não é a peça acabada. Esta semana és uma parte de três. O que contribuis foi refinado, é bom, e sozinho não é uma arma. Encontra as outras duas partes e deixa que a forja aconteça. O lingote que insiste em ser a espada inteira acaba como uma barra numa prateleira, e o que aceita ser um terço chega a cortar.

Para o teu signo

A mesma leitura, interpretada para cada signo do zodíaco.

Carneiro

Uma guarda que corta tudo o que se estende para ti. A proteção é real hoje e não é suave, e o mesmo gume afasta as pessoas.

Touro

A junça-do-alce fere a mão que a agarra. Estás defendido hoje, o que significa que não precisas de fazer nada quanto a isso.

Gémeos

Uma proteção que funciona sem se ver até ser posta à prova. Não se exige nada de ti; a guarda não precisa da tua ajuda.

Caranguejo

Estás hoje mais seguro do que te sentes. A defesa já está montada, e há algum tempo.

Leão

Uma guarda que ninguém vê, o que é pouco satisfatório e eficaz. Deixa-a trabalhar sem a apontares. Aqui não é precisa plateia.

Virgem

A proteção está a funcionar como deve e tu vais inspecioná-la na mesma. Deixa-a estar. Não melhora por ser escrutinada.

Balança

O mesmo gume que te protege mantém as pessoas à distância. Repara em quem está a ser afastado, e se era essa a tua intenção.

Escorpião

As tuas defesas são excelentes, e hoje podem ser excessivas. Pergunta-te quem não te consegue alcançar e tu gostarias que alcançasse.

Sagitário

Estás protegido quer lhe prestes atenção, quer não. Vai fazer outra coisa com o dia.

Capricórnio

A estrutura está a aguentar. Hoje nada precisa de reforço, por muito à mão que o reforço pareça. Decide onde acaba antes de começares.

Aquário

Está a funcionar uma proteção que não foste tu a desenhar. Aceita-a em vez de auditares o mecanismo. Trata da pessoa, não do princípio.

Peixes

Estás mais protegido do que te sentes. A ansiedade de hoje é hábito e não informação. Põe-na em palavras a que alguém possa responder.

Para o teu animal chinês

A mesma leitura, interpretada para cada animal do zodíaco chinês.

Rato

Estás protegido hoje e nada precisa de ser acrescentado a isso. Usa a tua atenção noutra coisa em vez de verificares o perímetro outra vez.

Boi

A defesa está no lugar e aguenta-se. O teu instinto de a reforçar ainda mais resulta de hábito e não de necessidade hoje.

Tigre

Nada está a atacar, e isso vai parecer-te prontidão desperdiçada. Desmobiliza e aproveita o dia. Uma vez, de propósito, e depois para.

Coelho

Estás mais seguro do que te sentes. A guarda tem trabalhado em silêncio há algum tempo e não precisa de ti.

Dragão

Uma proteção que ninguém consegue ver, o que é pouco satisfatório e inteiramente eficaz. Deixa-a trabalhar sem comentários. Define a direção e delega o resto.

Serpente

A defesa funciona sem precisar da tua gestão. Deixa-a em paz; aqui inspecionar não é fazer manutenção. Pondera se seria mais útil dito em voz alta.

Cavalo

Estás a salvo e livre para te mexeres. Vai a algum lado em vez de montares guarda a coisa nenhuma. Escolhe um antes que a energia escolha por ti.

Cabra

Estás hoje protegido, de verdade, e a ansiedade é resto da semana passada. Larga-a. Pede antes de ficares esvaziado.

Macaco

Hoje não há nada a enganar com esperteza. A guarda é estrutural e não engenhosa, e aguenta. Pergunta se isto precisa sequer de ser resolvido.

Galo

O arranjo está sólido. Verificá-lo outra vez não o vai tornar mais sólido e vai custar-te a manhã.

Cão

Hoje a tua vigia é desnecessária, e é isso o mais difícil de aceitar. Não vem nada a caminho. Aponta-a àquilo que realmente aconteceu.

Porco

Estás a salvo e mesmo assim vais sentir-te exposto. Isso é o sentimento e não a situação. Repara em quem pede, e com que frequência.

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